Sobre o ‘shuffle’

22 Sep

Eis meu fone, cansado do desrespeito ao shuffle

Aí que você seleciona criteriosamente centenas (leia-se centenas) de músicas que pretende ouvir em seu IPod. Liga o mimo, habilitando o famoso ‘shuffle’ – conhecido tb por ‘reprodução aleatória’ e aguarda a primeira música a ser executada (questão de segundos que parecem horas).

Após 10 segundos da esperada canção, o cérebro insiste em recusá-la. Automaticamente, os dedos vão aos controles dos fones, de forma imperceptível à qq pessoa desatenta, com intuito e o feito único de pular para a próxima. São milésimos de segundo nos quais o cérebro já sabe qual esperar, mas esta não chega. Em uma hora já cheguei a apertar cerca de 252 vezes o FF de meus benditos fones em busca de uma UNICA música. Logo, sou vítima do ‘efeito shuffle’.

Engraçada é a contradição subentendida nesse neo-TOC: se escolhemos tantas músicas para fazermos diversas setlists ao longo de horas ou dias, por que ouvir incessantemente apenas UMA?

Shuffle para quê? Ser e esquecer?

Por que não cometer a loucura de copiar a mesma música no lugar das centenas gravadas só para não ter o esforço de acionar o ‘repeat’?

Mas, o que seria do ‘repeat’ sem a imprevisibilidade do ‘shuffle’?

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