♪ ♫ November raindrops keep falling on my head…♪ ♫

2 Dec

Dezembro mal começou e já tô sentindo falta de novembro.
E tal contestação não se deu pela não perpetuação de Britney Spears nos TTs da semana, é que o mês passado foi atribulado.
Mal deu tempo de postá-las aqui em tempo…periclitância, meus caros. Os dias precisam ser geminados, de 48 horas. Não tá fácil pro entretenimento.
Well, preciso falar – com muita saudade, do melhor festival de 2010: o Planeta Terra.

A princípio, pensei que seria um tremendo EPIC FAIL. Ora, vamos aos fatos:
1. O SWU tinha trazido Queens Of The Stone Age, Pixies, Linkin Park levou uma multidão pra ‘cidade grande’ de Itu e mesmo com toda a problemática da falta de comida, dos preços, pulseirinhas do Restart e as infinitas filas garantiu – antes mesmo do último dia de festival, sua realização em 2011 com a possível vinda de Alice In Chains e System Of A Down!
2. Line-up – divulgado de forma antecipada e, em tese ‘gay’: artistas como Phoenix, Passion Pit, Hot Chip e Mika;
3. Pavement e Smashing Pumpinks – na pele de chamariz, visto que Billy Corgan e Stephen Malkmus não se bicam MESMO!
4. O show do Paul McCartney, que dispensa (de fato) apresentações, público, valores exorbitantes, Multishow, Globo…zZzZzZz
5. Manutenção do Playcenter como local de realização do festival
5 e 1/2 Compilação de fatores que transformou o evento no Last.FM em “Rodeio de Itapevi” (?)

Segura peão? Seria o da Casa Própria?

Piadinhas à parte, estava meio receosa sobre o deslinde do festival. Como não fui na edição anterior, o turbilhão ajudou a me colocar em dúvida. O que falou mais alto foi o bolso e a pequena – porém sentimental, vontade de assistir Hot Chip e ficar pulando que nem as pipocas do Pastor Metralhadora.

Me segurei na presença de uma amiga. Na data, 20 de novembro, EPIC FAIL. Ela quis vir mais tarde e eu, mais cedo – por conta da disponibilidade dos brinquedos do parque. Estava dura em termos de sms e ligações para outras operadoras (nunca dei Oi para a Oi porque ela não deixa dar Oi no Metrô)

Fui cedo, cheguei na cara dura. Pouca fila, alguns coloridos bebendo jurupinga. Gente legal vinda de outros estados. Ingressos a venda na fila mesmo. Tudo por um lugarzinho no show de Macca no dia seguinte. Fumei muito para fazer a demora para a abertura dos portões ficar menos ‘aparente’. Entrei no parque. Revista tranquila, sem exame de toque. Gongaram minha minúscula garrafa d’água. Me deram um porta-bituca – artigo que deram no SWU, mas não vi sendo tão utilizado – regra que se aplica às latas de lixo – como no Planeta Terra.

Ganhei também um flyer de uma marca de chicletes. A moça que me entregou era negra. Bonita, polida. Me senti incluída. Já sofri – e ainda sofro – pelo cabelo encaracolado e a pele (já dita cara a cara desta que vos fala) ‘escura demais para frequentar determinado lugar’. O papel dizia que eu poderia pegar uma camiseta – patrocinada – que me dava o direito de ‘furar a fila’ dos brinquedos. Ok. Fui lá e pescocei. Tinha branca, azul, magenta e verde-limão-marca-texto, cada uma com um dizer engraçadinho. Escolhi a do nome comprido e amarrei no pescoço, como lencinho (viva à minha capacidade de minimizar as coisas).

Zanzei pelo parque ainda vazio. Estava tudo bem até perguntar pelo chantilly do bolo: a cerveja.
Adquiri minhas fichas perguntei pela nobre bebida. A atendente respondeu: DEVASSA. Marília petrificou, depois olhou para cima e novamente para a atendente.
Pedi todas as fichas necessárias para a sobrevivência, mas gastei um tempo pra assimilar: Orra, a praça de alimentação tinha lanches rápidos da Sadia e Coca-Cola a 8 e 6 dinheiros, respectivamente. Em dois pontos específicos do parque tinha salada de frutas à venda, yuuum. Alimentação saudável, minha gente. Mas arrumaram de cagar justo na cerveja?
Me disseram: “Ah,  Calábria, tava 5 reais”. E daí? Daí que mesmo eu achando caro DEMAIS para uma – literalmente – brejinha, eles não iriam dar ponto sem nó. A possível justificativa: o número de PTs e FAILS no decorrer da festa passada, levando em consideração o viral Aretuza.

As pessoas chegavam sem pressa. Acabei com a cota de furos que a camiseta me ‘garantia’. Ainda assim, tinham filas pequenas para os brinquedos.
Quando começou o primeiro show no Main Stage, do Mombojó, já tinha gente esperando o Smashing Pumpkins. Felizmente tinha bastante gente afim de ver os ‘amigos do tempo’ em mais uma performance limpa, forte e subjetivamente bonita (suspiros por Felipe S e seu ‘físico de lagartixa’).

Terminada a primeira atração, fui para o Indie \o/ Stage conferir o Hurtmold. Antes mesmo do Holger, segunda boa atração do palco alternativo,  já estava bebendo muita cerveja…corri para ver Of Montreal no palco principal. Dei de cara com os 20 minutos finais dos Novos Paulistas (coletivo formado por Tatá Aeroplano, Tulipa Ruiz, Thiago Pethit e Tiê que, particularmente, achei tão legalZzZzZz).

O Of Montreal começou arrebatador. Os personagens pitorescos que surgiam no palco interagiam com o Kevin Barnes (vocal) e davam a entender algo bem nonsense relacionado às músicas.

Olha o zoom esperto (oi?) da abertura do show das gracinhas aqui!

Darth Vader feat 'O Cara Tussiu'

Em “The Party’s Crashing Us”, terceira faixa do setlist e uma das melhores músicas deles, fantástica ao vivo, resolveram pular na garele. Engraçadamente insano. Pena que a consistência do espetáculo não se manteve…e, um pouco antes de acabar já estava à espera do Yeasayer no outro ambiente.

Corri com uma porção de gente, já cantando “Madder Red”, ao palco secundário. As melodias viajandonas e a competência dos caras hipnotizaram a platéia. Lógico que o momento de êxtase veio com as ótimas “O.N.E”, “Mondegreen”  e “Ambling Alp” que terminou a exibição sem comprometer a semi-extravagância do Of Montreal, mas que também não – de forma alguma – deixou a desejar em relação quem ainda faria algo grandioso.

Vulto psicodélico do Yeasayer

Dispensei Mika e Phoenix por motivos óbvios: lotação e preferência por Passion Pit e Hot Chip.

Passion Pit foi a grande surpresa do ano. Se não fosse minha ida pelos ‘boys from school’, certamente diria que foi o melhor show de 2010. Foi paixão na ponta do tripé, quédizê, do microfone. O público – que conhecia ou não – cantava, pulava, suava e até se emocionou junto de Michael Angelakos – vocalista que, apesar da pseudo-apatia da banda (não se engane com a fotinha abaixo), fez de sua incrível presença de palco um dos inúmeros diferenciais da passagem do grupo pelo Brèsil. Qual teria sido os “Little Secret” da banda para ter conquistado fãs e – até então – não fãs? Um deles está na cara, digo, no nome.

Silvio de Abreu deveria ter pensado nesse nome antes de escrever tal novela...

Enquanto o Phoenix – aparentemente? – viveu de Lisztomania e 1901 (abrindo e fechando o show, respectivamente), esperei Hot Chip.
Senti pelo Pavement, mas a ‘terapia em grupo’ que ia acontecer seria épica.
O perfeccionismo dos caras na hora de conferir os sintetizadores atrasou ligeiramente o show. Já tinha bebido o suficiente pro acontecimento. Por um momento pensei qu’eu sairia antes pra dar uma pescoçadinha no Stephen, mas como o motivo inicial foi pirar com “Over and Over” e “I Feel Better”, me dirigi à grade.
Foi algo muito fácil, bem como se integrar (sim, de saber nome, o que faz, rir junto), pular, se descabelar, cantar como se estivesse em transe. Uns batiam a cabeça, outros – como eu, faziam coreografias malucas, os que desconheciam – da mesma forma como aconteceu com o Passion Pit, pularam loucamente. Começaram com uma “Boy From School” praticamente angelical, repaginaram “Ready For The Floor” com elementos que remetem à latinidade, encerrando com “I Feel Better”♥, deixando de fora “Slush” e “We Have Love” – considerada por muitos críticos do recente álbum “One Life Stand” como ‘piegas’, mas que seria muito oportuna pra ocasião.
Enfim, vai ver que eles acharam o suficiente pra deixar todo mundo realmente muito cansado, satisfeito e sem vontade de ir embora. Ô dificuldade pra voltar ao Main Stage e ver o restinho do Pavement…

Pavement, ao que tudo indica, pois vi muito pouco, foi lindo.
Cheguei nos primeiros acordes de “Cut Your Hair” – sucesso mainstream dessa banda verdadeiramente indie. Cantei louca, peguei mais cerveja (nessa altura do campeonato, mesmo sem ter ficado bêbada, a bebida descia – faceira – garganta abaixo) e mal dei conta quando acabou. Nem liguei pro Smashing Pumpkins. É legal, é legal, mas sabe quando o público fode e você já tá satisfeita (o)? Pois é…comi ao som do Empire Of The Sun, que é bom, dançante e visualmente engraçado (inspirados em Star Wars) e dei tchau com o fundo dos mashups impagáveis do Girl Talk.

Com esse Planeta Terra, ratifica-se uma tese:  ‘mais fácil a organização em espaços pequenos’. É que nem treinar seu time de futebol usando uma metade do campo.

A sujeira existiu, mas foi menor porque as lixeiras estavam em praticamente todo o lugar. Os porta-bituca estavam espalhados para qualquer eventualidade. A praça de alimentação não era apenas um local fixo, com uma única atendente para milhares de pessoas. O público era outro? Hmm, não necessariamente. Eduardo Fischer precisa pensar em vários ‘pequenos’, caso queira encher novamente a grandiosa Maeda ano que vem.

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