i’m as free as my hair

24 Jul

acredito que sou mais livre que meu próprio cabelo, que sonha ser um pseudoliso leCal ♥

por quê? por uma questão óbvia e que já denota ausência de síndrome do pânico acerca da questão:

os lugares que gosto de frequentar – ou onde me sinto mais a vontade para badalar, conversar ou simplesmente beber – tem alta concentração de pessoas com cabelo bom – nem vou colocar áspas no bom, porque se cabelo cacheado vendesse uma ideia de harmonia, superioridade – melhor dizendo, riqueza, a chapinha e outros processos de alisamento não seriam disputados, elaborados e, claro, democratizados.

certo dia, estava a caminho do trabalho quando uma garota de cabelo piaçava – dessas que faz alisamento duvidoso, sentou-se ao meu lado no coletivo.

após 93476364 passadas de mão na cabeça, mas fazendo questão de mostrar que o liso é o que importa, me questionou por quê ainda não fiz uma progressiva em minha juba.

ainda qu’eu não goste do meu cabelo, me sinta um lixo por tê-lo – a ponto de promover uma lavanderia com god acerca desse (e de outros infortúnios estéticos aos quais me submeteu), promovido muitas agressões ao dito e até mesmo dado algumas chances, me senti agredida com a intromissão da pobre (literalmente) vassourinha da zona sul.

aproveitei meu TOC de fazer malabares com as madeixas, coisa que faço de 2 a 3 segundos, encarei a falsa cidadã atention:

...com olhar by mesut özil feat stewie griffin

e disparei: ‘se for para ficar com cara de piaçava, prefiro mantê-los assim. são sinceros, são meus’.

coincidentemente, olha quem o ipod escolhe pra tocar? pois é…

ae que a colega, de cara na poeira e sorriso amarelo-manga, apertou o sinal e desceu no ponto seguinte, passando a mão na cabeça – conferindo a lisura – quédizê de sua cabeleira.

ae que, dentro do busão, fora e em todas as demais ocasiões que me são concedidas, continuei a manipular meu cabelo para os extremos da minha cabeça, criando talvez meu próprio estilo – haja vista que penteá-lo só me fez parecer uma parente próxima do luiz caldas. (aparecida petrowky que o diga).

ae que me dei conta de que não poderei radicalizar c’ele, como já fiz durante a faculdade – quando o pintava constantemente, até pq ele me ajuda a ser quem eu sou. ele é parte da minha pequena, quase nula, autoafirmação.

logo, por hora, ele só será manipulado, puxado e testado nos mais variados penteados qu’eu crio ao longo dos meus dias, às vistas de todos. e quem não gostar? que pague um wanderley nunes ou marco antonio de biaggi pra mim.

FIM(?)

 

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